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PL -05 Mandaguaris: pequenas abelhas, grandes transformações
As abelhas sem ferrão são um dos grupos de polinizadores mais importantes das regiões tropicais. No Cerrado, centenas de espécies participam diariamente da reprodução de árvores, arbustos e ervas, permitindo a formação de frutos e sementes que sustentam inúmeras formas de vida.
Entre elas destaca-se a mandaguari (Scaptotrigona postica), espécie nativa amplamente distribuída no Brasil Central. Social, altamente organizada e excelente polinizadora, visita diariamente milhares de flores em busca de néctar, pólen e resinas utilizados na alimentação e na construção de sua colônia.
Na Raizando Ecologia Humana, o meliponário foi iniciado em 2017 com o objetivo de conservar as abelhas nativas sem ferrão e promover educação ambiental. Atualmente abriga 19 colônias de mandaguari, resultado da multiplicação de colônias ao longo dos anos e do manejo realizado sem retirada de enxames da natureza.
As mandaguaris desempenham importante papel ecológico ao polinizarem diversas espécies do Cerrado, contribuindo para a produção de frutos, sementes e para a manutenção da diversidade vegetal. Embora não sejam as únicas responsáveis pela polinização do bioma, integram uma ampla comunidade de abelhas, moscas, besouros, borboletas, mariposas, aves e morcegos que sustentam a reprodução das plantas nativas.
O mel produzido pelas mandaguaris é apenas uma pequena parte de sua contribuição para o ecossistema. Seu maior valor está no serviço ecológico que realizam diariamente, mantendo processos fundamentais para a regeneração da vegetação e para a conservação da biodiversidade.
Mais do que um conjunto de caixas de abelhas, o meliponário da Raizando representa um espaço de conservação, pesquisa, sensibilização e educação ambiental. Ao observar uma mandaguari visitando uma flor, o visitante presencia uma interação ecológica que se repete há milhões de anos e que continua sustentando a vida no Cerrado.
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